Fala gurizada, tudo bom?
Hoje o assunto é renda fixa.
Hoje o assunto é renda fixa.
A
caderneta de poupança é o investimento mais tradicional que existe no mercado,
somando cerca de 89% das aplicações financeiras do país, segundo dados da
Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais
(Anbima). Ela foi criada em 1861 pelo imperador Dom Pedro II e é regulada,
atualmente, pelo Banco Central do Brasil
.
Grande
parte da popularidade da poupança deve-se aos seus benefícios, entre os quais
destacam-se:
--> Isenção do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Operações
Financeiras (IOF)
--> Não há taxa de administração
--> Segurança, já que o
investimento é garantido em até R$250.000,00 pelo Fundo Garantidor de Crédito
(FGC), oferecendo um risco baixíssimo.
--> Baixo investimento necessário
--> Disponibilidade para pessoas físicas e jurídicas
--> Não há valor mínimo para retirada
O dinheiro dessa aplicação é utilizado pelos bancos, majoritariamente, no
crédito imobiliário, porque o Banco Central obriga os mesmo a utilizarem no
mínimo 65% do dinheiro da poupança para esse fim.
Vamos ver agora quais fatores influenciam o rendimento da poupança:
O
Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) é a taxa básica de juros da
economia do Brasil, regulando os rendimentos da Poupança, dos Títulos Públicos
e de grande parte dos títulos de renda fixa, como Certificados de Depósitos
Bancários (CDB) e Letras de Crédito Imobiliário (LCI).
A taxa Selic é regulada
pelo Comitê de Política Monetária (COPOM), órgão do Banco Central. No dia 18 de
março de 2020, houve a última alteração na Selic, que está em 3,75% ao ano.
Outro
responsável pelo rendimento da poupança é a Taxa Referencial (TR), que é
utilizada na correção monetária e como um indicador geral da economia
brasileira, sendo criada em 1991 no Plano Collor II para combater a hiperinflação.
Atualmente, a TR está em 0%, porque a inflação está controlada.
A
poupança é dividida em duas modalidades: a poupança antiga, para os
investimentos realizados antes de 3 de maio de 2012; e a poupança nova, para os
investimentos posteriores. A poupança antiga possui um rendimento de 0,5% ao
mês, somado à Taxa Referencial, ou seja, de 6,17% ao ano.
O
rendimento total da poupança nova é de 70% da taxa Selic mais a Taxa
Referencial, quando a Selic está igual ou menor que 8,5% ao ano; ou de 0,5% ao
mês mais a TR, quando a Selic está acima de 8,5% ao ano.
A
poupança é interessante como um fundo de emergência, já que o dinheiro pode ser
resgatado a qualquer momento. Apesar disso, os juros só são adicionados a cada
30 dias, período chamado de aniversário da poupança. Isso significa que todo o
retorno do mês será perdido se o valor for retirado restando um dia para o
aniversário.
Como
a taxa Selic está em 3,75% ao ano e a Taxa Referencial está em 0%, o rendimento da
poupança nova, atualmente, é de 2,625% no ano. O retorno real, ou seja, descontando
a inflação projetada em cerca de 3,04%, será de -0,403%. Esse retorno negativo é justificado pela
segurança do investimento. Na prática, isso significa que o indivíduo com dinheiro aplicado na poupança nova perderá poder de compra no ano de 2020.
Por outro lado, a pessoa que investe na poupança antiga terá um rendimento real de 3,037% nesse ano, considerando que a previsão da inflação se concretize.
Por outro lado, a pessoa que investe na poupança antiga terá um rendimento real de 3,037% nesse ano, considerando que a previsão da inflação se concretize.
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